
Domingo de manhã é um momento terrível para os solitários. Precisava do meu amigo, tinha urgência de o ver. Precisava de conversar e só ele é capaz de me ouvir de me entender.
Por isso hoje de manhã fui ver o mar.
No céu azul, o sol brilhava intensamente, mas as águas do oceano estavam cinzentas. O vento soprava furiosamente mal me deixando ouvir a minha Laura P ausiniue levava comigo no mp4. Estava cansada, mas caminhei alguns quilómetros pela beira-mar. Depois tirei as sabrinas e caminhei descalça na areia molhada. Olhei mais longe, na direcção do sol e a água brilhava como se fosse feita de cristal. Gosto tanto de ver a água assim, como se fosse feita de cristal. Olhei para trás e vi o farol. Imaginei-me a viver no farol. Seria uma delícia acordar todos os dias com as gaivotas a murmurar na janela e as ondas a bater nas rochas. Podia fechar os olhos mais um pouco, sentindo-me completamente segura sabendo que a luz que guia todos os seres daquele imenso mar estava mesmo ali por cima de mim. Foi uma ideia tola bem sei, mas gostava de experimentar um dia uma ideia assim tola. Uma ideia assim tola que não causa dano mas que dá prazer.
Já estou a divagar.